
Fazemos como os deuses e moldamos estátuas à nossa imagem. Algumas reflectem graciosidade e silêncio, leves poses de preguiça ou vaidade. Um busto coberto pelas sombras do bronze e o seu respirar quase imperceptível inundam o espaço à volta numa calma onírica. Mas o olhar, esse, não se esculpe nunca como os deuses o fizeram por nós. Por isso as estátuas serão sempre perfeitas, sempre estagnadas no tempo, ápices, instantes, sem aquele estrelar tão humano na gema dos olhos.
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